Uma pesquisa Ipsos-Ipec encomendada pelo Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA), relevou em 2025, que o consumo de álcool no Brasil está diminuindo, principalmente entre pessoas jovens, com menos de 24 anos de idade.
Copos com cerveja (Fonte: Magnific) O álcool é considerado a droga lícita mais consumida no Brasil, e a cerveja é o tipo favorito de bebida alcoólica do país, no entanto, como qualquer outra droga, é viciante e causa dependência, sendo que a doença do vício em álcool é chamada alcoolismo.
O alcoólatra desenvolve uma dependência mental e física pela bebida alcoólica, perde o controle sobre o quanto bebe, usa o álcool como suporte emocional (se está feliz, comemora bebendo, se está triste, se consola na bebida também) e caso tente parar o consumo, sofre de abstinência.
Além disso, o alcoolismo não impacta apenas na vida do portador, mas também na das pessoas ao seu redor, como família, amigos e comunidade, pois quando sob efeito de álcool, a pessoa muda seu comportamento e age de modo imprevisível, inesperado e instável.
O abuso de álcool também causa prejuízos a saúde do fígado, órgão responsável por desintoxicar o organismo, isto porquê quando a bebida alcoólica é ingerida, é o fígado quem processa 90% da quantidade consumida, gerando substâncias tóxicas (radicais livres e acetaldeído) que geram inflamação e morte das células hepáticas.
Ainda sobre a saúde do fígado, a deterioração do órgão devido ao excesso de consumo de bebida alcoólica se apresenta em três estágios, sendo estes: Esteatose (o fígado não consegue queimar (metabolizar) o álcool e acaba guardando a energia em forma de gordura); Hepatite alcoólica (inflamação das células pelo excesso de álcool não tratado) e Cirrose (o fígado fica repleto de cicatrizes duras, o sangue não consegue circular corretamente e o órgão falha em filtrar as toxinas como deve).
No trânsito, o álcool é um dos principais causadores de mortes em acidentes, isto se deve ao fato de que o álcool afeta o cérebro e reduz os reflexos em quase metade, diminuindo a visão periférica e reduzindo a noção de perigo do motorista.
Como já dito, nenhuma dose de álcool é segura, e o ideal é não consumir bebidas alcoólicas de jeito nenhum, mas, para aqueles que não conseguem abandonar o hábito, o ideal é prezar pela moderação e evitar excessos que possam causar graves consequências a saúde e segurança pública.
Outra questão relevante sobre o assunto, é a importância de garantir que menores de 18 anos não façam consumo de álcool, sendo essencial que o Estado, os pais e responsáveis, e a escola ajam em conjunto para evitar a embriaguez precoce, pois este causa danos irreversíveis a saúde cerebral, mental e emocional, além de prejudicar o aprendizado e aumentar as chances de vício na idade adulta.
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