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Destaques

A importância da vacinação

As vacinas são substâncias biológicas capazes de induzir a resposta imunológica do organismo, ou seja, estimular as defesas do corpo a combater algum invasor patógeno como vírus e bactérias, isso previne que o invasor cause uma doença e, se causar, que se desenvolva de forma grave e severa.

Julho Amarelo: a importância de se prevenir contra hepatites virais

As campanhas de conscientização condicionadas a meses específicos do ano são atualmente uma excelente estratégia para jogar luz a temas relevantes e que merecem a atenção pública, e se popularizaram principalmente após o sucesso da campanha Setembro Amarelo, dedicado a prevenção e conscientização do suicídio.

Em Julho, existem duas campanhas importantes no que se refere à saúde, sendo estas Julho Amarelo (conscientização e combate a hepatites virais) e Julho Verde (conscientização e combate ao câncer de pescoço). 

Neste artigo, vamos nos dedicar a tratar sobre uma delas: Julho Amarelo.


As hepatites são doenças infecciosas que prejudicam o fígado, impedindo o órgão de cumprir normalmente sua função de desintoxicar o organismo e provocando alterações na saúde, e podem ser aguda, de curta duração ou crônica, persistir por anos, com sintomas que se mostram leves, moderados ou graves a depender do caso. A atividade do vírus, abuso de substâncias como álcool, remédios ou drogas ilícitas e doenças genéticas e autoimunues podem gerar a inflamação do fígado.

No Brasil, os casos de hepatites virais estão quase sempre relacionados ao vírus A, B e C, mas também existem os vírus D (mais frequentemente encontrado na região Norte) e o E (raro no Brasil e comum em países da África e da Ásia).
  • Hepatite A: infecção causada pelo vírus A (HAV), também chamada de "hepatite infecciosa" e na maioria dos casos uma doença benigna, mas o curso sintomática e a letalidade podem se agravar com o avanço da idade;
  • Hepatite B: infecção causada pelo vírus B (HBV), a forma aguda geralmente se cura sozinha sem necessidade de intervenção médica, mas a forma crônica não tem cura, podendo ser controlada com tratamento;
  • Hepatite C: infecção causada pelo vírus C (HCV), se apresenta em forma aguda (mais típica) ou crônica e pode evoluir para doença hepática crônica, cirrose e em casos mais graves até mesmo câncer, porém atualmente é curável em quase 100% dos casos;
  • Hepatite D: infecção causada pelo vírus D (HDV), também chamada de Delta, se diferencia pois depende da presença do vírus B (HBV) para infectar o indivíduo (coinfecção simultânea com o HBV e superinfecção do HDV quando já existe a infecção crônica pelo HBV);
  • Hepatite E: infecção causada pelo vírus E (HEV), causa hepatite aguda de curta duração e autolimitada e na maior parte das vezes se mostra uma doença benigna, mas eventualmente, se desenvolve como hepatite fulminante, que pode ser fatal.
As infecções causadas pelos vírus B, C e D tendem a ser crônicas, mas como não costumam apresentar sintomas, muitas vezes os portadores são ignorantes quanto a própria infecção, e devido a isso, a doença permanece evoluindo por anos sem diagnóstico, tratamento ou atenção médica. 

E apesar de na maior parte das vezes as hepatites serem silenciosas e não apresentam sintomas, quando ocorre são normalmente cansaço, febre, mal estar, tontura, enjoo, vômito, dor abdominal, icterícia, além de urina escura e fezes claras.

Água contaminada e sem tratamento adequado, regiões sem saneamento básico e tratamento de esgoto, compartilhamento de agulhas, seringas e alicates de manicure, assim como falta de higiene e sexo irresponsável aumentam as chances de infecção por hepatites virais.

A melhor forma de prevenir hepatites virais é pela imunização da vacina, sendo que existem vacinas para a hepatite A e B, e a recomendação é maior para crianças, profissionais da área de saúde que estão mais expostos a indivíduos infectados e pessoas que vivem ou frequentam as áreas de risco.

No que se refere a diagnóstico, comumente é dado por um exame de sangue, mas também existem outras opções como teste de função hepática, exames de imagem e biópsia de fígado, sendo que a determinação da infecção precocemente auxilia no tratamento e evita complicações e sequelas.

Por fim, com relação a tratamentos, a hepatite A e E como já vimos costuma curar sozinha, mas em casos de B, C e D, tratamentos com antivirais auxiliam a prevenir danos maiores ao fígado, e em casos onde a doença avança para cirrose, câncer de fígado ou outro quadro mais grave, pode ser necessário intervenções mais significativas e até mesmo transplante do órgão.

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