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A importância da vacinação

As vacinas são substâncias biológicas capazes de induzir a resposta imunológica do organismo, ou seja, estimular as defesas do corpo a combater algum invasor patógeno como vírus e bactérias, isso previne que o invasor cause uma doença e, se causar, que se desenvolva de forma grave e severa.
Vacina (Fonte: Câmara dos Deputados)

Nas vacinas existem fragmentos ou versões enfraquecidas de vírus e bactérias que, quando introduzidas ao corpo, ensinam o organismo como produzir anticorpos sem causar a doença, para que, quando verdadeiramente exposto ao agente infeccioso, o organismo já possua uma "memória de resposta imunológica", que lhe permite reconhecer e se defender deste, impedindo que seja fortemente prejudicado por sua presença.

O ato de se vacinar é essencial para evitar epidemias e pandemias de doenças, assim como para diminuir a mortalidade e garantir a saúde pública, sendo que tais fatos são amplamente conhecidos há décadas e estimuladas por campanhas estatais.

Mas, vem crescendo cada vez mais no Brasil movimentos anti-vacina (antivax), que se posicionam contra a vacinação, inclusive de crianças, e propagam dados anti-científicos e desinformação sobre vacinas, se baseando principalmente na ideia de que elas podem causar prejuízos à saúde e a qualidade de vida.

Entre os argumentos de pessoas anti-vacinas estão uma série de alegações sem evidências, dados não verificáveis e conspiração infundada, como por exemplo, de que as vacinas são um meio do governo diminuir a população.

Por que o governo iria querer "diminuir a população?" isso sequer faz sentido, pois sem a população não há força de trabalho, e sem mão de obra as empresas não funcionam, trazendo prejuízos a economia e, consequentemente, não haverá arrecadações a partir de taxas, impostos e tributos que é o que mantém um país funcionando.

Há também quem diga que existem bancos de sangue para vacinados e não vacinados, outra mentira, nenhum laboratório ou hospital do mundo faz separação de sangue utilizando como critério se o doador é vacinado ou não, e nem faria sentido se houvesse, pois receber sangue de alguém vacinado não torna o recebedor automaticamente imunizado também. 

Outro argumento é de que vacinas causam doenças pois, "um conhecido tomou a vacina e pouco depois teve um infarto, logo, foi a vacina quem causou" sendo que não há nenhum indicativo que relacione a vacinação com o episódio posterior de problema de saúde.

Isso dá na mesma que tomar uma xícara de café e sair de casa para ir ao trabalho, mas tropeçar e acabar caindo na calçada, e depois alegar que foi a xícara de café quem lhe fez perder o equilíbrio e levar um tombo, sem que haja qualquer evidência ou razão para desconfiar disso.

Além de infarto, anti-vacinas também associam vacinas a ocorrência de AVCs, assim como a autismo e outras comorbidades, sendo que não existe nenhuma razão plausível para essas associações, o único mal que uma vacina pode causar é, no máximo, uma reação que se apresenta com sintomas brandos da doença a qual corresponde, por exemplo, a vacina da gripe, pode trazer sintomas gripais leves, além é claro, de incômodo no local da aplicação.

Neurodivergências como autismo, TDAH e TOD são hereditárias, e podem se agravar a depender do ambiente, hábitos e rotina da criança, além é claro, da falta de terapia, acompanhamento e medicação adequada.

Exposição excessiva a telas, alimentos ultraprocessados e nutricionalmente pobres, assim como dieta rica em açucares e carboidratos (como o trigo) estão associados a piora em sintomas de autismo, a depender de cada caso, mas vacinas não tem relação alguma com o transtorno.

Já o AVC e o infarto são causados por problemas circulatórios, quando placas de gordura e coágulos presentes nas artérias provocam falta de oxigenação em órgãos vitais, obstruindo o fluxo de sangue, este fenômeno por sua vez é causado por hábitos de vida (alimentação rica em sódio e gordura, tabagismo e sedentarismo), doenças pré-existentes (diabetes, hipertensão e colesterol alto) e genética (histórico na família, que não inclui só pai e mãe, mas avós e bisavós também).

No Brasil, a vacinação é ofertada pelo SUS de forma universal e gratuita, sendo assim, qualquer pessoa pode ir até a UBS (Unidade Básica de Saúde) mais próxima e se vacinar, mas as campanhas normalmente são focadas em grupos de risco e prioritários.

Por exemplo, gestantes e puérperas recebem vacinas que buscam favorecer uma gravidez e pós-parto saudáveis e impedir o surgimento de doenças graves que prejudiquem o desenvolvimento do bebê assim como a saúde da mãe.

Já bebês e crianças tem um calendário vacinal específico que se divide por idade, assim que nasce, com meses de vida e após completar seu primeiro, segundo, terceiro e quarto ano de vida, devem receber vacinas específicas que combatem diferentes enfermidades.

Idosos passam por um processo de enfraquecimento natural do sistema imunológico e por isso devem reforçar as doses de vacina, para evitar complicações graves que podem se mostrar fatais, especialmente se possuírem comorbidades ou forem imunossuprimidos.

Algumas doenças que antes já estavam quase eliminadas estão voltando pela falta de vacinação no Brasil, e infelizmente muitas atingem a população infantil mais expressivamente, como coqueluche, difteria, meningite, poliomielite e sarampo, que podem trazer complicações graves a vida da criança.

Muitos dizem que a vacina deveria ser opcional, toma quem quer, e quem não quiser não toma, mas não é bem assim que funciona, pois é necessário que a vacinação da maioria da população gere uma imunização coletiva, que diminua a capacidade do agente infeccioso de circular, eliminando assim a doença.

Quando alguns se vacinam e outros não, o agente infeccioso permanece circulando, aumentando assim a propagação de doenças, assim como os riscos de formas graves da patologia que podem, infelizmente, ser fatais em pessoas dos grupos de riscos como é o caso das crianças.

Vacinas salvam vidas, vacine-se e vacine as suas crianças, prevenção é o maior ato de amor.

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